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Setor de TI critica exclusão do piloto do sistema IBS

O setor de tecnologia da informação reagiu à exclusão de empresas de software da fase de testes do novo Sistema de Apuração Assistida do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), iniciada em 5 de janeiro de 2026. A crítica partiu da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), que considera a ausência um erro estratégico da Receita Federal.

“Não ter nenhuma empresa de software no piloto é um erro da Receita. Têm 123 empresas, nenhuma de software. O pilar da Reforma Tributária é a tecnologia”, afirmou Marcelo Almeida, diretor de relações governamentais da ABES.

Segundo o representante da entidade, foi apresentada uma lista com 23 empresas de software interessadas em participar da fase de testes. No entanto, nenhuma foi selecionada.

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Testes ocorrem entre janeiro e abril de 2026

A fase piloto do sistema IBS terá duração de três meses, com início em 5 de janeiro de 2026, e envolve 123 organizações privadas, entre elas Claro e Samsung. O objetivo é testar, em ambiente controlado, o novo modelo digital de apuração do imposto que integra a Reforma Tributária, com vigência prevista a partir de 2027.

Apesar da importância da tecnologia na estruturação do novo modelo, nenhuma desenvolvedora de software foi incluída neste primeiro momento.

“Esse é um erro crasso. A tecnologia é o pilar da Reforma Tributária. Queremos a nossa entrada imediata neste piloto. Não podemos mais perder tempo”, completou Almeida, em entrevista ao Convergência Digital.

Falta de regras claras preocupa setor de software

A última reunião entre o setor de tecnologia, a Receita Federal e o Serpro — responsável pelo desenvolvimento do sistema — ocorreu no fim de dezembro de 2025. Na ocasião, representantes das empresas de software manifestaram preocupação com a ausência de regras técnicas claras para a implementação das novas obrigações.

“Temos de trabalhar rápido. O sistema tem de funcionar, mas não há regras claras que nos permitam construir o sistema”, alertou o diretor da ABES.

CNPJ alfanumérico é apontado como desafio adicional

Outro ponto de alerta citado pelo setor é a previsão de adoção do CNPJ alfanumérico, programado para junho de 2026. A mudança no formato do número de identificação das pessoas jurídicas exigirá adaptações em softwares, bancos de dados e sistemas integrados.

“Pode não parecer, mas a entrada de letras vai alterar a parte de software e de sistema. São vários modelos ligados. Tudo tem de estar ajustado. E o prazo está ficando bem apertado”, disse Almeida.

Baixa adesão dos municípios também preocupa

Além da ausência de empresas de software no projeto-piloto, a baixa participação das prefeituras nos testes conduzidos pelo Serpro também foi citada como fator de preocupação.

“Pouco mais de 10% das prefeituras aderiram aos testes do Serpro. Isso é bem preocupante”, relatou o representante da ABES.

Entidades de TI solicitam reunião urgente com a Receita

Diante dos riscos identificados, as entidades do setor de tecnologia da informação estão solicitando uma reunião emergencial com a Receita Federal para tratar da inclusão das empresas de software no ambiente de testes do sistema IBS.

“Sem empresa de software, esse ambiente de teste não vai trazer resultado. Serão três meses perdidos. E a Reforma Tributária entra para valer em 2027, isso é determinação constitucional”, afirmou Almeida.

“O tempo está passando muito rápido. Se não contribuirmos na largada, vamos fazer na saída — o que será muito pior”, concluiu.

O início da fase de testes do sistema IBS sem a participação de empresas de software acentuou a tensão entre o setor de TI e o Fisco, em meio à corrida para operacionalizar a nova estrutura tributária até 2027. O setor afirma que sem integração técnica desde o início, os riscos de inconsistência, atraso e retrabalho aumentam.

Com informações do portal Convergência Digital



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/74573/setor-de-ti-critica-exclusao-do-piloto-do-sistema-ibs/

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