A Fortinet divulgou seu relatório de previsões de cibersegurança para 2026, elaborado pelo FortiGuard Labs. O documento aponta que o cibercrime deve atingir um ponto de inflexão em direção à industrialização, impulsionada por inteligência artificial, automação e maior especialização das operações criminosas.
De acordo com a análise, a velocidade passa a ser o principal fator tanto para ataques quanto para defesas. O laboratório estima que, até 2027, o cibercrime deve operar em uma escala comparável à de indústrias globais legítimas, com cadeias de suprimento estruturadas e mercados clandestinos mais segmentados.
Segundo Derek Manky, vice-presidente global de Inteligência de Ameaças da Fortinet, o cenário exige mudanças na forma como organizações lidam com riscos cibernéticos. “Velocidade e escala definirão a próxima década. As empresas e organizações que unificarem inteligência, automação e conhecimento humano em um único sistema de resposta vão estar em melhor posição para enfrentar o que está por vir”, afirmou Derek Manky.
O relatório indica que agentes de IA devem assumir etapas inteiras das cadeias de ataque, como roubo de credenciais, movimentação lateral, análise de dados e monetização por meio de extorsão. Com isso, o tempo entre a intrusão inicial e o impacto final tende a cair de dias para minutos, aumentando o risco para empresas e instituições.
Cibercrime e grupos de ransomware
O estudo também aponta que grupos de ransomware, que antes conduziam poucas campanhas simultâneas, poderão lançar dezenas de operações ao mesmo tempo. A economia clandestina tende a se tornar mais organizada, com serviços personalizados de aluguel de botnets, credenciais e acessos segmentados por setor, região e tipo de sistema.
Do lado defensivo, a Fortinet destaca a necessidade de operar em “velocidade de máquina”, com uso de automação, inteligência contínua e estruturas como o Gerenciamento Contínuo de Exposição a Ameaças (CTEM) e o framework MITRE ATT&CK. A identidade passa a ocupar papel central, incluindo a autenticação e o controle de identidades não humanas, como agentes automatizados e processos de IA.
O relatório também ressalta a importância da cooperação internacional para enfrentar a industrialização do cibercrime. Iniciativas como a Operação Serengeti 2.0, da INTERPOL, apoiada pela Fortinet e outros parceiros, são citadas como exemplos de ações baseadas em compartilhamento de inteligência e interrupção de infraestruturas criminosas.
Além disso, o FortiGuard Labs prevê investimentos contínuos em programas de prevenção e educação, voltados especialmente a jovens e populações vulneráveis, com o objetivo de reduzir a entrada de novos participantes no ecossistema do cibercrime.
O relatório completo com as Previsões das Ameaças Cibernéticas de 2026 está disponível no site da Fortinet e reúne análises setoriais e orientações para organizações que buscam se adaptar ao cenário de cibercrime em escala industrial.
proveite e junte-se ao nosso canal no WhatsApp para receber conteúdos exclusivos em primeira mão. Clique aqui para participar. Startupi | Jornalismo para quem lidera inovação!
Fonte Oficial: https://startupi.com.br/industrializacao-do-cibercrime-em-2026/