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a ilusão da solvência em 2026

No ambiente corporativo de 2026, o Balanço Patrimonial deixou de ser apenas uma obrigação fiscal para se tornar o DNA da credibilidade empresarial. No entanto, muitos gestores ainda tratam esse documento como uma peça de ficção, moldando números para seduzir bancos.

O “maquiamento” contábil é um câncer silencioso. Ele permite que a empresa ostente uma saúde vibrante na fachada, enquanto seus órgãos vitais, o fluxo de caixa e a liquidez, apodrecem por dentro. O problema é que, na era dos dados, a mentira tem pernas curtíssimas.

O Teatro dos Ativos Inexistentes

O processo de degradação geralmente começa no Ativo. Para evitar a apresentação de prejuízos que afastariam investidores, as empresas mantêm estoques obsoletos registrados pelo valor de custo e máquinas que já deveriam ter sofrido baixa por exaustão.

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Essa inflação artificial do Patrimônio Líquido cria uma segurança fantasma. No Passivo, a estratégia é a omissão: provisões para contingências e dívidas tributárias são subestimadas ou escondidas em notas explicativas vagas, surgindo apenas quando a execução judicial torna-se inevitável.

O Veredito da Realidade

A transparência em 2026 não é um diferencial ético, é uma necessidade de mercado. Com auditorias digitais cruzando dados em tempo real, o “jeitinho” contábil é detectado antes mesmo da publicação oficial.

Se o seu balanço não conta a verdade, ele não serve para a gestão; serve apenas para o inventário da falência. O contador moderno deve ser o guardião da realidade, pois uma mentira assinada hoje é o processo de amanhã.

O artigo enviado pelo autor, devidamente assinado, não reflete, necessariamente, a opinião
institucional do Portal Contábeis.



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/artigos/74477/maquiagem-contabil-a-ilusao-da-solvencia-em-2026/

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