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investidores pressionam, novos líderes surgem, mas mulheres ficam para trás

A rotatividade global de CEOs atinge o nível histórico mais alto, com os líderes mantendo-se em suas posições em média 7,2 anos, de acordo com pesquisa da Russell Reynolds Associates, referência global em busca, consultoria e desenvolvimento de liderança. No acumulado do terceiro trimestre de 2025, 176 CEOs foram nomeados e outros 174 deixaram seus cargos, mantendo o nível historicamente elevado de rotatividade registrado no ano anterior e reforçando a transformação acelerada dos ciclos de liderança global.

Os dados são do Global CEO Turnover Index, estudo trimestral que monitora as principais tendências na liderança de empresas de capital aberto nos mercados mais relevantes do mundo e aponta ainda a maior atuação de investidores pressionando melhor desempenho e a crescente predominância de CEOs iniciantes. Mas o espaço aberto para novos profissionais e perspectivas não está refletindo no aumento da presença feminina nas lideranças executivas.

“A rotatividade de CEOs reflete um novo paradigma de governança: conselhos mais ágeis, investidores mais exigentes e uma necessidade crescente de líderes capazes de navegar mudanças rápidas em mercados complexos. O papel do CEO nunca foi tão desafiador quanto agora, e as empresas estão adotando uma postura mais assertiva para garantir alinhamento estratégico e velocidade na execução”, afirma Jacques Sarfatti, sócio-diretor da Russell Reynolds no Brasil.

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Em 2025, os CEOs que deixaram suas posições permaneceram, em média, 7,2 anos, abaixo dos 8,4 anos observados em 2021 e 2023. Em segmentos corporativos com maior volatilidade, esse número chega a cair a 4,9 anos, o menor nível desde que a série histórica começou a ser monitorada em 2018. Ainda assim, algumas companhias mantêm ciclos mais longos, com mandatos médios próximos a nove anos, refletindo ecossistemas de maior estabilidade relativa.

Os números refletem a maior intensidade de atuação dos investidores em 2025 nas empresas, com 191 campanhas ativistas registradas, número 19% acima da média de longo prazo. Esse movimento tem provocado decisões de sucessão mais rápidas e maior rigor na avaliação do desempenho da alta liderança. O impacto é percebido no aumento das saídas de CEOs e na menor tolerância a períodos prolongados de desalinhamento estratégico ou perda de competitividade.

A predominância de CEOs iniciantes permanece como uma das características estruturais do ano. Em 2025, 88% das nomeações globais de companhias de capital aberto foram de executivos que assumem o cargo pela primeira vez, acima dos 85% registrados no ano anterior. Esse avanço reflete a busca por perfis mais adaptáveis, com perspectivas renovadas e maior abertura para inovação, especialmente em contextos de transformação profunda. Ao mesmo tempo, cresce o número de líderes experientes que optam por não seguir para um segundo mandato, citando intensificação das pressões, do escrutínio público e da carga emocional associada ao cargo.

Apesar do avanço em outras dimensões da sucessão, a presença feminina na liderança executiva permanece extremamente baixa em 2025. As mulheres representaram 7,3% das saídas e apenas 8% das entradas de CEOs globalmente, proporções praticamente idênticas às registradas nos anos anteriores. Os dados mostram que, embora a rotatividade esteja em níveis recordes e abra espaço para perfis iniciantes e novas perspectivas, essa renovação não tem se traduzido em maior representatividade feminina.

Para compor o estudo, a Russell Reynolds analisa trimestralmente empresas presentes nos 13 principais índices globais, que juntos refletem o panorama mais abrangente da liderança corporativa mundial. São eles: S&P 500, FTSE 100, FTSE 250, ASX 200, CAC 40, DAX 40, EuroNext 100, Hang Seng, Nikkei 225, NSE Nifty 50, S&P/TSX Composite, STI e SMI.

Fonte: Russell Reynolds



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/74467/rotatividade-de-ceos-atinge-recorde-investidores-pressionam-novos-lideres-surgem-mas-mulheres-ficam-para-tras/

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