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Salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 impactará custos das empresas

O governo federal confirmou no dia 10 de dezembro de 2025 que o salário mínimo passará para R$ 1.621 a partir de 2026, conforme previsto na política de valorização que combina inflação acumulada e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Embora o reajuste garanta aumento real na remuneração de milhões de trabalhadores, ele também deve gerar impacto direto no orçamento das empresas, que terão elevação proporcional em encargos e benefícios indexados ao piso nacional.

Com o novo valor, empregadores precisarão recalcular itens como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) patronal, férias, 13º salário, adicionais e horas extras. Com isso, para cada trabalhador que recebe piso ou vencimentos próximos, o custo total tende a subir acima do valor nominal do reajuste, já que incidem tributos e obrigações que ampliam o desembolso final.

Além da folha de pagamento, o aumento repercute em políticas públicas e benefícios. Programas como seguro-desemprego, PIS/Pasep, salário-família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são automaticamente readequados. O reajuste também deve modificar faixas de contribuição ao INSS, afetando tanto trabalhadores quanto empregadores.

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Micro e pequenas empresas tendem a sentir maior impacto, especialmente aquelas com grande número de funcionários remunerados pelo mínimo. Entidades do setor produtivo afirmam que, para muitos negócios, o aumento exige planejamento antecipado para evitar descompasso entre receitas e despesas trabalhistas no início de 2026.

Simulação de impacto financeiro na folha

Simulação didática baseada em regras gerais de encargos. Valores variam conforme regime tributário e CNAE de cada empresa.

Cenário-base:

  1. Funcionário que recebe 1 salário mínimo (R$ 1.621)
  2. Encargos considerados: FGTS (8%), 13º salário proporcional, férias + 1/3, INSS patronal (20%) — sem desoneração da folha.
  3. Não inclui adicionais, benefícios internos ou contribuições específicas por setor.

1) Custo mensal direto (salário + FGTS + INSS patronal)

Item Cálculo Valor
Salário base R$ 1.621,00
FGTS (8%) 0,08 × 1.621 R$ 129,68
INSS patronal (20%) 0,20 × 1.621 R$ 324,20

Custo mensal total (direto): R$ 2.074,88

2) Provisões mensais (13º e férias + 1/3)

Item Cálculo Valor mensal provisionado
13º salário 1.621 / 12 R$ 135,08
Férias 1.621 / 12 R$ 135,08
1/3 constitucional de férias (1/3 × 1.621) / 12 R$ 45,03

Total de provisões: R$ 315,19 mensais

3) Custo total mensal para a empresa (encargos + provisões)

R$ 2.390,07 por funcionário que recebe 1 salário mínimo

4) Comparação com o salário anterior (exemplificativo)

Se o mínimo fosse, por exemplo, R$ 1.412 (referência usada apenas para simulação comparativa), o custo total ficaria:

  1. Custo total estimado com R$ 1.412: aprox. R$ 2.080,00
  2. Custo total com R$ 1.621: R$ 2.390,07

Diferença por funcionário:

+ R$ 310,00/mês ou+ R$ 3.720,00/ano por funcionário

5) Impacto para uma empresa com 10 funcionários recebendo o mínimo:

  1. Aumento mensal: R$ 3.100,00
  2. Aumento anual: R$ 37.200,00

Como o reajuste do salário-mínimo afeta o DAS-MEI

A contribuição mensal do MEI é formada pela soma de tributos fixos definidos pela legislação do Simples Nacional. O principal componente é a contribuição previdenciária ao INSS, calculada como 5% do salário-mínimo vigente. Sobre esse valor, são adicionadas quantias fixas de R$ 5 referentes ao Imposto Sobre Serviços (ISS) e R$ 1 relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), quando aplicável.

Com o novo salário-mínimo de R$ 1.621, o valor de 5% corresponde a R$ 81,05. Assim, a soma dos tributos resulta nos novos valores de contribuição:

  1. Comércio e Indústria: R$ 82,05
  2. Serviços: R$ 86,05
  3. Comércio e Serviços: R$ 87,05

O Sebrae destaca que o DAS-MEI permanece sendo a única obrigação financeira mensal do microempreendedor formalizado, mesmo quando não há atividade ou faturamento no período.

Valor da contribuição do MEI Caminhoneiro em 2026

A legislação prevê tratamento diferenciado para o MEI Caminhoneiro. Nessa categoria, a contribuição destinada ao INSS corresponde a 12% do salário-mínimo, e não 5% como nos demais microempreendedores individuais.

Com o salário-mínimo ajustado para 2026, o valor previdenciário passa a ser de R$ 194,52. Mantidos os valores fixos de ICMS (R$ 1) e ISS (R$ 5), a contribuição total variará entre:

  1. R$ 202,42 e R$ 207,42, dependendo do tipo de produto transportado e do local de destino, conforme informado pelo Sebrae.

Embora o governo sustente que a valorização do salário mínimo contribui para fortalecer o consumo e reduzir desigualdades, analistas avaliam que os impactos fiscais e empresariais precisam ser monitorados, sobretudo em um cenário de transição tributária que já exige adaptações estruturais de empresas e profissionais contábeis.



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/73891/salario-minimo-de-r-1-621-em-2026-impactara-custos-das-empresas/

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